Quanto a mim;

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Perdas

Exceto as de objetos, que sempre ocorreu com frequência. Eu nunca aprendi a lidar muito bem com elas.

Hoje em dia meus únicos avós que eu realmente amei se foram, pra uma viagem que não pude acompanhar ou esperar o regresso.

Muitos me elogiaram no velório do meu vô, preferia que houvesse alguma cura pro câncer. Ambos foi a mesma doença que os levou, mas as vezes eu sinto como se minha vó estivesse por aqui. As vezes sinto como se ela tentasse me acalmar os nervos. As vezes sinto que ela nos protege ainda só que de um modo mais forte do que em vida. Quanto ao meu vô nunca tive essa sensação, talvez por ele ser mais reservado...

Ver a exumação da minha vó foi terrível, o que antes era véu estava grudado ao que seria sua carne, tudo preto naquele caixão, parece que o corpo não estava pronto para aquele procedimento ainda, eles tiveram que fazer uma certa força para retira-la e eu prefiro não descrever muito porque me aperta o peito e eu prefiro ter como lembranças ela dizendo que tinha mãos de fada.
(Ela dizia isso porque eu era a que melhor aplicava insulina)

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